segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

o blog do eu com mim.

esqueci que tenho direito de escrever quando quero cuspir. E dessa vez a vontade é insaciável. Dá medo de pensar que não se deve pensar nas coisas que se tem que pensar. Medo de acreditar que tudo pode desmoronar como sempre acontece e ficar na merda. Medo de fazer escolhas erradas e seguir caminhos tortuosos que me levam de cara com a parede.

Esqueci que dá vontade de gritar um monte de palavrões e sair por ai loucamente vendo o mundo e as cores sem pensar em consequencias e fatos. Não saber o que se sente, não saber o que outras pessoas sentem e se sentir excluida é fato para mim, eu sei. Mas deixar de lado essa vontade inconsequente de expandir novos horizontes e buscar o certo ao inves do duvidoso, bom... isso já é diferente. Querer viver apenas por viver e ir tocando em frente com uma pitada de felicidade e picos de depressões.

Café.
Vodka.
um cigarro.
e um blues pra acompanhar.

e agora está pronta a melhor mistura, o melhor torpor, a melhor tristeza reconfortante. uma dose de vodka para aquecer a barriga e queimar a garganta, em seguida um cigarro com café para acalmar os animos e as vontades, tudo isso seguido de um bom e velho blues. Assim me perco, me desconcentro e esqueço o que tenho que esquecer.
Esqueço o que tenho que escrever.
Esquece o que tenho que fazer.

Devo esperar mais uma tempestade? Ou espero mais um dia de sol?

talvez deva somente esperar e levar.





fim

domingo, 9 de dezembro de 2007

perco-me.

e assim retrocedo.
perdendo-me pouco a pouco do começo.
sem passo, sem endereço.

manifesto-me.
e assim divido-me em partes que antes
não eram divididas.
me disfaço, passo a passo, recomeço.

perca-me.
e assim me perco nas paredes, nas vontades
nas merecidas horas de sono
que não reconheço.

iluda-me.
nas palavras desejadas
por cartas, passeatas e preços.
numa história mal contada, lado a lado
com o medo.
num coração despedaçado, acabado...















... do avesso.




(Por Miyu. SIM)

terça-feira, 27 de novembro de 2007

é isso.


você é o unico que consegue me destruir por dentro.

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

conselho ao desespero do passado, do presente e do futuro.

calma aí, não se desespere. não precisa surtar, não precisar fugir.
calma aí, não precisa pensar. não precisa sentir.
você tava errada sua idiota, você sempre está errada; mas isso não é motivo pra desespero.
está certo, caiu a mascara e o monstro foi revelado.
parabéns, estava certa com seu pessimismo. mas esqueceu de acrescentar que otimismo não leva a nenhum lugar.
esqueceu de dizer a si mesma que não adianta esperar muito de um ser humano.
patética, como tudo que seria patético, se mostrou por inteira e acabou na merda.
calma aí, não se desespere. tá tudo bem.
não precisa se esculachar, se amendrontar e se achar um lixo.
está tudo bem, calma aí.

está chovendo, aquela chuva que devasta o mundo, devasta a alma e dilacera casas e corações.
é o seu sentimento, garota. o seu.
e você sabe que a tempestade está por vir, mas que sempre o céu fica limpo e ensolarado depois.
POR QUE SERÁ?
o seu sentimento, o seu clima, o seu jeito de pensar. tudo é relativo.
exatamente, é assim como você pensa. e pq não?! não seria mto dificil acreditar que esse seria o seu mundo, do jeito que vc quer construir, com pessoas que vc quer moldar.

não tem importancia, pq ninguém dá importancia. ninguém olhará nos teus olhos e descobrirá um mundo que somente você vive. um mundo da sua escolha, do seu modo, do seu proprio autismo. ninguém olhará no seus olhos e irá querer estar nesse mundo.

ele é somente seu.
o céu é somente seu.
o mundo é somente seu.

não se desespere, garota. a vida é só um filme.
e sua trilha sonora está perfeita.
então não faça cenas. não faça dramas.
você somente caiu no conto do vigário de sempre.

menininha de merda. supere-se.

não se desespere e leia isso novamente.
não se desespere e leia isso futuramente.
não se desespere e se acalme com isso posteriormente.
não se desespere, saiba que eu... como você, estarei aqui quando você, como eu, precisará de mim.

porque o ser humano é uma ilha e nossos melhores amigos são nossas almas.

não se desespere. meu eu, meu seu, meu mim.

pro inferno você e seus sentimentos.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

um pouco de mel com merda.

aquela coisa de se pensar numa pessoa por um tempo e se descobrir pensando nela. quando vc não tem nada pra fazer, olha o céu e pensa. aquele tipo de pessoa que vc está esperando algum passo em falso para deixar de ser perfeito e mostrar a sua humaneza. uma grosseria qualquer, um tapa na cara, uma mentira revelada, algo.
talvez há algo por trás daquele emaranhado de cabelos faciais, do sorriso e do jeito de malandro. algo que demonstre um monstro, um cordeiro ou um lobo. ou algo que me faz sentir pura e simples, como deve ser. está ali estampado para todos verem, sem confusões e sem complicações para minha cabeça. eu gosto de ti e vc gosta de mim, fim. é isso. pronto. sem não dizer nada, deixando tudo às claras.

e qual é a dificuldade disso? pq as pessoas não tomam exemplo?
MIREM! OLHEM! VEJAM! aquele menino e aquele menina sentados, tão simples e tão puros. tão verdadeiros e tão poéticos. tão SINCEROS e tão incomuns.

e ninguém deixaria de sentir, de dizer, de ser puro. de tatear a outra pessoa e se deixar levar pelo sentimento, de beijar uma pessoa pensando em como ela gosta do beijo, sentir o cheiro simplesmente pra lembrar, não dizer mais do que o necessário.

os relacionamentos seriam mais intensos, as pessoas mais felizes e sadias, as almas mais tranquilas e o mundo mais liberal.
o sentimento humano seria mais compensatório, mais humano, mais bucólico. E todos virariam cinzas e não bostas.


e nem tudo seria patético se não fossemos patetas.

terça-feira, 2 de outubro de 2007

is dead.


tenho que pensar numa maneira de parar de pensar.

uma pilha de remédios, um computador lerdo, um corte na coxa esquerda, um maço de cigarros, um porre federal, uma carne destrutiva, um poder de negação, um ódio da destruição, um jeito de vomitar, um grito, um rosto, um sentimento, um fio desencapado, uma descarga elétrica, um passatempo arriscado, uma roleta-russa, um ponei galopante, uma bisteca azeda, um estomago estragado, um rim, um figado, uma gata, uma criança morrendo, uma vivissecção, uma dissecação, uma obturação, uma calefação, um aquario, um prestigio, uns dinheiros, uma noite, uma pessoa, um alguém, uma arma, uma vida, uma morte, um passarinho, um galho de arvore, um trombone, um teatro, um drama, uma comedia, um filme, um jeito, um sorriso, um gosto, uma escrota, uma idiota, um lapis cor de pancreas, um Jhonny Depp, um all night long, umas doses de vodka, um blues, uma gaita, um cisco, uma encheção de saco do caralho.

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

décadence avec élégance.

caindo com luxo.
sem saber se estarei batendo de cara no chão ou numa nuvem de seda azul.
caindo sem sentido e sem história. sem passado e sem glória.
caindo num abismo um pouco delicado para qualquer queda drástica.

talvez seja o dia nublado e as nuvens cinzas.
por que o dia trás cores que as pessoas não veem?
um dia nublado, um dia cinza; chuvoso... cheio de mistérios.
dia claro, céu aberto, cor amarela com um pouco de laranja; calor... ânimo.
dia frio, o sol parece frio, dia azul... com uma mistura de marrom e branco... alegria!

e o dia está cinza. tudo está cinza. e a decadência vai tomando conta.
um pouco de indiferença, uma confiança em filosofia e uma mochila nas costas.
uma liberdade não adquirida, um pensamento conquistado e uma atitude resolvida.
pronto! está tudo pronto! estarei bem, decairei com elegância e displicência.




porque o show não pode parar.